Autoridades também identificaram indícios de que a aeronave começou a se fragmentar antes de atingir o solo
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) informou, nesta segunda-feira (2), que ainda não é possível determinar se Nathalia Gadelha, de 20 anos, estava pilotando o jato particular que caiu no domingo (1º), na Flórida, deixando nove mortos. A jovem, filha de brasileiros, foi identificada pela família como copilota da aeronave.
Durante uma coletiva de imprensa, o investigador Timothy Monville explicou que as autoridades ainda precisam esclarecer se Nathalia estava no comando do avião ou se era responsável apenas pela comunicação com os controladores de voo. O órgão também identificou evidências de que partes da aeronave podem ter se desprendido antes do impacto, informação que será analisada ao longo da investigação.
Outro ponto investigado é a existência de um gravador de voz na cabine. Segundo o NTSB, há informações de que o equipamento foi instalado no Learjet em algum momento, mas ainda não foi confirmado se permanecia na aeronave no dia do acidente. Os investigadores esperam localizar o dispositivo entre os destroços para ajudar a esclarecer as circunstâncias da queda.
O jato caiu por volta das 12h50, no horário local, em Greenacres, no sul da Flórida, provocando uma explosão e um incêndio. A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Um áudio divulgado após o acidente registrou pedidos de socorro e alertas sobre a rápida perda de altitude. As nove pessoas que estavam a bordo morreram, e as causas da tragédia continuam sob investigação.


