O governo do Irã passou a admitir a participação de adolescentes a partir de 12 anos em ações vinculadas à Guarda Revolucionária, reduzindo o limite etário anterior em meio ao cenário de confronto com Estados Unidos e Israel. A medida integra uma mobilização para ampliar o contingente de apoio em tarefas não diretamente ligadas ao combate, como vigilância territorial e suporte operacional.
Segundo autoridades iranianas, o houve um aumento no interesse de jovens em colaborar com as atividades organizadas pela força. Antes da mudança, o ingresso era permitido a partir dos 14 anos. A campanha de recrutamento busca atender demandas logísticas e de controle interno em um momento de intensificação das tensões externas.
Paralelamente, o governo iraniano mantém posição crítica em relação às propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Representantes de Teerã afirmam que não houve negociação direta e classificam as sinalizações norte-americanas como incompatíveis com seus interesses. Em sentido oposto, o presidente Donald Trump declarou recentemente que há avanços em tratativas indiretas e mencionou possíveis ações estratégicas envolvendo o setor petrolífero iraniano.


