Rio Branco, AC, 6 de outubro de 2026 09:22
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Jornalista critica discurso de Eduarda Campopiano sobre feminicídio e alerta para violência contra mulheres

A jornalista Adriana Araújo fez um forte desabafo após declarações da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano, de 23 anos, sobre feminicídio e comportamento masculino. A comunicadora classificou o discurso como grave e afirmou que falas desse tipo podem reforçar o ódio contra mulheres.

Adriana destacou que mulheres lutaram durante décadas para conquistar o direito de ocupar espaços na política e lamentou que uma mulher eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo reproduza um discurso que, segundo ela, desconsidera a violência sofrida diariamente por outras mulheres.

“Ela diz que feminicídio não existe e que o comportamento do homem naturalmente tem que ser mais agressivo e até letal”, afirmou Adriana.

Para a jornalista, a ideia de que homens precisam demonstrar agressividade para serem considerados “grandes homens” é especialmente preocupante.

Durante o desabafo, Adriana ressaltou que as consequências da violência contra as mulheres são concretas. Ela citou casos de mulheres esfaqueadas, estupradas, asfixiadas e assassinadas diariamente no Brasil, além da dor enfrentada por filhos que perdem as mães e por famílias que enterram suas filhas.

A jornalista também afirmou que não considera Eduarda uma inimiga, mas se apresentou como feminista e defendeu a igualdade de direitos, oportunidades e respeito entre homens e mulheres.

“Eu não me considero inimiga da Eduarda, mas eu me considero uma feminista, aquela que luta para que as mulheres tenham o mesmo espaço que os homens na sociedade, o mesmo respeito, os mesmos direitos, as mesmas oportunidades”, declarou.

Adriana ainda fez um apelo aos eleitores que escolheram Eduarda nas urnas. Segundo ela, a deputada chegará à Assembleia Legislativa de São Paulo respaldada por cerca de 2 milhões de votos, mas questionou se todos esses eleitores concordam com a afirmação de que o feminicídio não existe.

“Eu não acredito que nesses 2 milhões de paulistas todos eles acham que não existe feminicídio”, disse.

Ao final, a jornalista pediu que os eleitores reflitam sobre os discursos que apoiam nas redes sociais e nas urnas. Para Adriana, a sociedade precisa ir além de conteúdos que viralizam no TikTok e no Instagram antes de escolher seus representantes.

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