Rio Branco, AC, 26 de agosto de 2026 15:50

Jovens de 16 a 24 anos têm maior índice de tabagismo no Brasil, aponta pesquisa

Jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentam o maior índice de tabagismo entre as faixas etárias analisadas em uma pesquisa realizada pelo Instituto A.C. Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus. Segundo o levantamento, 19% dos entrevistados nessa faixa etária afirmam ser fumantes ativos de cigarros convencionais ou eletrônicos.

O percentual está acima da média nacional, de 17%, e supera os índices registrados entre os demais grupos. Entre pessoas de 25 a 40 anos, 15% declararam fumar, menor índice identificado pela pesquisa. Na sequência aparecem os maiores de 60 anos, com 16%, e a faixa de 41 a 59 anos, com 17%.

O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país e também identificou que 33% da população brasileira compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A exposição à fumaça do cigarro pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão, inclusive entre pessoas que nunca fumaram.

Entre os maiores de 60 anos, a pesquisa identificou ainda o maior percentual de ex-fumantes, com 32%. O índice é de 15% entre pessoas de 41 a 59 anos, 10% na faixa de 25 a 40 anos e 8% entre os jovens de 16 a 24 anos.

O levantamento também apontou diferenças regionais no consumo de cigarros. O Sul apresentou o maior percentual de fumantes, com 22%, seguido pelo Sudeste, com 19%. Nordeste e Norte/Centro-Oeste registraram 13% cada.

Os dados indicam ainda uma relação entre tabagismo e fatores socioeconômicos. Entre os entrevistados com renda de até um salário mínimo, 19% declararam fumar. Em relação à escolaridade, o maior índice foi registrado entre aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental, com 21%.

A pesquisa também relacionou o tabagismo a outros hábitos considerados prejudiciais à saúde. Entre os fumantes, 84% afirmaram manter até quatro desses comportamentos no cotidiano, com destaque para o sedentarismo e o consumo excessivo de frituras e produtos ultraprocessados.

Entre as pessoas que nunca fumaram, 18% afirmaram não possuir nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do percentual registrado entre fumantes, de 9%. Já os ex-fumantes apresentaram o maior índice entre aqueles que mantêm apenas um hábito considerado prejudicial, com 44%.

Os resultados indicam que o abandono do cigarro pode estar associado a mudanças mais amplas no estilo de vida, com redução da quantidade de comportamentos considerados prejudiciais.

Outro dado chama atenção para a percepção dos próprios fumantes sobre a saúde. Segundo o levantamento, 63% deles classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. O percentual é ligeiramente superior ao registrado entre pessoas que nunca fumaram, de 61%, embora a diferença esteja dentro da margem de erro da pesquisa.

Foto: Mônica Imbuzeiro/

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