Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo aponta que a hipótese de suicídio da soldado Gisele Alves Santana é incompatível com os elementos analisados durante a investigação. Segundo o documento, a perícia identificou evidências que indicam a intervenção de uma segunda pessoa na morte da policial.
O laudo, assinado nesta terça-feira (1º) e obtido pela CNN Brasil, foi elaborado para responder a questionamentos apresentados por um assistente técnico da defesa e complementa análises periciais realizadas anteriormente.
De acordo com o documento, a versão inicial de que Gisele teria tirado a própria vida não é sustentada pelos vestígios encontrados no local. A avaliação técnica apontou divergências consideradas materiais entre a narrativa apresentada inicialmente e as evidências físicas coletadas durante a investigação.
A perícia também analisou o conjunto de padrões de manchas de sangue, fotografias e outros elementos materiais encontrados no local da morte. Segundo o laudo, esses dados afastam a possibilidade de que a soldado tenha cometido suicídio.
Para a polícia, os elementos reunidos indicam a participação de uma segunda pessoa na morte de Gisele. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso desde março deste ano e é acusado pelo feminicídio da policial.
O novo documento é considerado complementar aos laudos anteriores e reforça a linha de investigação de que a morte da soldado não teria sido provocada por ela própria. As conclusões da perícia devem integrar o conjunto de provas analisado no processo que apura a morte de Gisele.


