Rio Branco, AC, 17 de maio de 2026 16:24

Levantamento revela diminuição no número de brasileiros favoráveis à prisão de Bolsonaro

A parcela de brasileiros que concorda com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro diminuiu, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17). O levantamento mostra que 48% dos entrevistados defendem a prisão de Bolsonaro, enquanto 45% avaliam que ele não deveria estar preso. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Os números representam uma mudança em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2025. Na ocasião, 55% afirmavam que Bolsonaro deveria estar preso, contra 40% que discordavam.

Bolsonaro está preso desde agosto de 2025, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente por descumprimento de uma ordem judicial relacionada ao uso de redes sociais.

Em novembro do mesmo ano, o ex-presidente começou a cumprir pena após ser condenado por participação em uma trama golpista. O STF condenou Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão. Desde então, ele passou pelas carceragens da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e da Papudinha. Atualmente, cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.

A nova rodada da Genial/Quaest também apontou redução no apoio à prisão do ex-presidente entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022.

Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, o percentual dos que defendem a prisão caiu de 87%, em dezembro de 2025, para 80% em maio de 2026. Já os que avaliam que Bolsonaro não deveria estar preso passaram de 10% para 13%. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Entre os eleitores de Bolsonaro, também houve redução no percentual dos que consideram que o ex-presidente deveria estar preso, passando de 14% para 9%.

A pesquisa ainda mostra crescimento no número de entrevistados que avaliam que Bolsonaro não teve participação nos planos para impedir a posse de Lula em janeiro de 2023. Segundo o levantamento, 41% afirmam que o ex-presidente não esteve envolvido na trama golpista, o maior índice registrado pela pesquisa. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, esse percentual variava entre 34% e 36%.

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