Rio Branco, AC, 6 de outubro de 2026 13:03
12.03.2023 Trabalhadores resgatados em fazendas próximas a João Pinheiro eram obrigados a fazer as refeições no meio da plantação de cana de açúcar, debaixo de sol forte — Foto: MPT-MG

“Lista Suja” cresce: 82 empregadores são incluídos por trabalho análogo à escravidão

Nova relação envolve 553 trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão; casos foram identificados em 21 unidades da Federação

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta terça-feira (6) uma nova atualização da chamada “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão. Ao todo, 82 novos empregadores foram incluídos no cadastro, envolvendo casos identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026.

Segundo o MTE, os novos registros envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Dos 82 empregadores incluídos, 54 são pessoas físicas e 28 são pessoas jurídicas. Os casos estão distribuídos por 21 unidades da Federação.

Minas Gerais lidera a nova atualização, com 19 ocorrências, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão aparecem com seis casos cada. Entre as atividades com maior número de inclusões estão a criação de bovinos para corte, com oito registros, serviços domésticos, com sete, além da produção de carvão vegetal e de café, com seis casos cada.

A inclusão na “Lista Suja” ocorre somente após a conclusão do processo administrativo relacionado à fiscalização, quando não há mais possibilidade de recurso administrativo contra a decisão que reconheceu a procedência da autuação. Uma vez incluído, o nome do empregador permanece publicado por dois anos. Nesta atualização, 151 nomes deixaram o cadastro após completarem esse período.

Criado em 2003, o cadastro é utilizado para dar transparência às fiscalizações de combate ao trabalho análogo à escravidão no país. Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores já foram resgatados dessas condições no Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

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