Rio Branco, AC, 24 de setembro de 2026 18:30

Mailza aposta em indústria, novos mercados e qualificação para acelerar desenvolvimento do Acre

Propostas do Plano de Governo incluem atração de empresas, modernização dos parques industriais, crédito, formação profissional e integração comercial com os países andinos e o Oceano Pacífico

Transformar no Acre uma parcela maior do que o estado produz, gerar empregos e abrir novos mercados para empresas, produtores e pequenos empreendedores são os principais objetivos da estratégia de desenvolvimento econômico apresentada por Mailza em seu plano de governo. A proposta busca reduzir a dependência da venda de matéria-prima e estimular a industrialização com agregação de valor à produção local.

“Nosso estado precisa produzir, transformar e comercializar suas riquezas, fazendo com que o desenvolvimento se traduza em trabalho e renda para as famílias. Vamos preparar nossa mão de obra, atrair empresas e criar as condições para que quem já empreende no Acre também possa crescer”, afirmou Mailza.

Uma das principais medidas será a implantação de uma Política Estadual de Desenvolvimento Regional, direcionando investimentos conforme as vocações de cada região. O plano prevê facilitar o acesso ao crédito e ao fomento público para projetos capazes de industrializar produtos acreanos e movimentar cadeias como a bioeconomia, a agroindústria, a produção de proteína animal, o turismo, o artesanato e a economia criativa.

Para atrair novas empresas, Mailza propõe aproveitar os benefícios das Áreas de Livre Comércio e da Zona de Processamento de Exportação. A estratégia será acompanhada pela modernização e expansão dos parques industriais existentes e pela criação de novos polos em regiões consideradas estratégicas.

Outro compromisso é implantar um programa integrado de formação e qualificação da força de trabalho, reunindo Estado, municípios, instituições de ensino, Sistema S e setor empresarial. Os cursos serão planejados de acordo com as vagas e os investimentos que cada região poderá receber, especialmente nas áreas de tecnologia, bioeconomia, agroindústria, logística, comércio, serviços e economia digital.

“Não basta trazer uma empresa se a população não estiver preparada para ocupar os empregos que serão criados. A qualificação precisa caminhar junto com o investimento, olhando principalmente para os jovens que buscam a primeira oportunidade e para os trabalhadores que precisam se atualizar”, destacou a candidata.

O plano também prevê a criação de um Mapa de Produção e de Potencialidades Locais. A ferramenta permitirá identificar as atividades com maior capacidade de crescimento e geração de empregos em cada município, orientando investimentos públicos, crédito, qualificação e infraestrutura.

O poder de compra do Estado será utilizado para fortalecer a economia acreana. A proposta é ampliar os programas de compras governamentais, qualificar os fornecedores locais e estimular padrões de qualidade, certificação e inovação. Com isso, produtores, cooperativas e empresas do Acre poderão disputar uma parcela maior das compras realizadas pelo poder público.

Para melhorar o ambiente de negócios, Mailza propõe simplificar a abertura de empresas, licenciamentos e alvarás, com revisão de processos e uso de tecnologia. O plano também prevê apoio às associações e cooperativas para regularização jurídica, contábil e documental.

Integração com novos mercados

A estratégia de desenvolvimento inclui consolidar o Acre como plataforma logística e comercial de ligação entre o Brasil, os países andinos e os portos do Peru e do Chile. O plano prevê atuar com o governo federal e o setor empresarial para melhorar a infraestrutura rodoviária e aduaneira, facilitar o escoamento da produção e ampliar o acesso aos mercados do Pacífico e da Ásia.

Entre as propostas está a implantação de portos secos nas regiões do Alto e do Baixo Acre, com estrutura para desembaraço de cargas e apoio ao comércio internacional. A candidata também pretende buscar empresas e capital para colocar em funcionamento a Zona de Processamento de Exportação.

A bioeconomia ocupará posição estratégica nesse projeto. O plano propõe investir em pesquisa e no desenvolvimento de produtos derivados dos ativos naturais da região, aproximando universidades, instituições científicas, empresas e startups. A intenção é transformar conhecimento e biodiversidade em inovação, produção sustentável e novas fontes de renda.

Para quem trabalha por conta própria, a proposta é criar o Microcrédito Solidário do Empreendedorismo Popular, com financiamento, qualificação e acompanhamento técnico. O programa Capacitar para Empreender oferecerá cursos, orientação para formalização e kits com equipamentos para iniciar ou ampliar pequenos negócios.

Também serão criados espaços permanentes de comercialização, feiras itinerantes nos bairros e comunidades rurais e plataformas digitais para divulgação e venda dos produtos da economia solidária. No turismo e no artesanato, as ações estarão voltadas à qualificação, formalização, melhoria do design e promoção dos produtos e destinos acreanos.

“Queremos um desenvolvimento que alcance todas as regiões e permita que cada município aproveite suas potencialidades. O Acre precisa crescer valorizando quem produz, apoiando quem empreende e criando oportunidades para que nossos jovens construam o futuro aqui”, concluiu Mailza.

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