Rio Branco, AC, 23 de outubro de 2026 12:58

Meta desativa 88% dos perfis denunciados durante período eleitoral, aponta levantamento

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, desativou definitivamente 343 perfis de usuários que buscaram ajuda após perderem o acesso às contas durante a primeira quinzena de outubro. O número representa 88,4% dos 388 casos registrados pela startup Resolvv, legaltech que presta suporte a pessoas que alegam ter tido as contas desativadas indevidamente.
Os dados foram divulgados em um levantamento exclusivo do portal Metrópoles e mostram um aumento nas desativações durante o período de intensificação da campanha eleitoral.
Entre os 388 registros recebidos pela Resolvv entre os dias 1º e 15 de outubro, o Instagram respondeu por metade dos casos. Quando somados os episódios envolvendo a plataforma e o Facebook, ambos pertencentes à Meta, o percentual chega a 92% das ocorrências.
Além das 343 desativações definitivas, o levantamento contabilizou 23 suspensões e dez restrições de contas. Na prática, os usuários afetados podem perder o acesso ao perfil, aos seguidores e ao histórico de publicações, sem garantia de recuperação.
Segundo o CEO da Resolvv, Bruno Arruda, o crescimento dos casos já vinha sendo observado ao longo do ano, mas ganhou força na reta final da campanha eleitoral. Em janeiro, foram registrados 13 casos. Em setembro, o número chegou a 503, o equivalente a mais de 16 contas desativadas por dia, em média.
Em outubro, o ritmo aumentou para 26 casos diários, quase 50% acima da média registrada no mês anterior.
“Já em outubro, último mês da corrida eleitoral, o ritmo de desativação dos perfis chegou a 26 casos por dia, em média. Quase 50% a mais do que em setembro”, afirmou Arruda.
O executivo também relatou um aumento na procura por assistência após o primeiro turno das eleições. Na semana seguinte à votação, a empresa recebeu 1.712 pedidos de ajuda, volume aproximadamente 15% superior à média semanal de setembro.
Arruda aponta que uma das principais dificuldades enfrentadas pelos usuários é a falta de informações sobre os motivos das desativações. Segundo ele, a perda de uma conta pode representar prejuízos que vão além do acesso pessoal às redes sociais.
“Para muita gente, o perfil na rede social é da loja, um canal de vendas com o cliente ou, em alguns casos, com o eleitor, quando a pessoa é candidata e está em plena campanha”, explicou.
O levantamento chama atenção para os impactos das decisões das plataformas digitais sobre usuários, comerciantes e candidatos, especialmente durante o período eleitoral, quando as redes sociais são utilizadas para divulgar propostas, manter contato com o público e ampliar o alcance das campanhas.

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