O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um plano de demissão voluntária para eliminar mais 20 mil postos de trabalho no funcionalismo público do país. A medida se soma aos 77,5 mil empregos estatais cortados desde que o argentino assumiu a Presidência, em dezembro de 2023.
O programa ficará aberto por um mês, a partir de 1º de novembro, e prevê pagamentos calculados de acordo com a idade e o tempo de serviço dos funcionários que aderirem à proposta. Como condição, os participantes ficarão impedidos de voltar a trabalhar na administração pública durante oito anos.
A iniciativa faz parte da política de redução da estrutura estatal implementada por Milei, que defende o enxugamento dos gastos públicos e a diminuição da máquina administrativa argentina.
O modelo econômico adotado pelo presidente argentino também é apontado como referência para o plano de governo do candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL).
Enquanto o governo argentino avança com os cortes no setor público, o mercado de trabalho formal privado do país também enfrenta dificuldades. Segundo informações citadas por sindicatos, foram perdidas 270 mil vagas, enquanto a informalidade chegou a 45%.


