O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça o arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, caso que ganhou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou moradores da Praia Brava no início deste ano.
De acordo com o parecer do MP, não foram encontradas provas de que o animal tenha sido vítima de agressão. Orelha vivia há pelo menos dez anos na região da Praia Brava, onde era cuidado por moradores e comerciantes locais.
O cachorro apareceu ferido no começo de janeiro de 2026, chegou a ser resgatado e encaminhado para uma clínica veterinária, mas não resistiu. Dias depois, publicações na internet levantaram suspeitas contra quatro adolescentes, que passaram a ser investigados pela Polícia Civil.
Durante as apurações, o Ministério Público solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de exames periciais. Segundo os peritos, “todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana”.
O laudo apontou ainda que o cão apresentava uma infecção óssea crônica, identificada como osteomielite, localizada na região esquerda da face. Conforme o parecer, a doença já aparecia em imagens antigas do animal como um ferimento recorrente e é considerada a hipótese mais provável para a causa da morte.
No documento encaminhado à Justiça, o Ministério Público também afirmou que a investigação policial teria se concentrado em apenas uma linha de apuração, deixando de considerar outras possibilidades relacionadas à morte do cachorro.
Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que as instituições atuam de forma independente e ressaltou que a decisão sobre o arquivamento do caso cabe ao Ministério Público.


