O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a proibição do sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A decisão foi publicada neste sábado, após registros de equipamentos não autorizados circulando sobre o imóvel, localizado em um condomínio no Jardim Botânico.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, a medida busca evitar riscos à segurança e possíveis violações do espaço aéreo. O ministro também autorizou que, em caso de descumprimento, os drones sejam abatidos, apreendidos imediatamente e que seus operadores sejam presos em flagrante.
Bolsonaro recebeu alta hospitalar na sexta-feira, após permanecer internado desde o dia 13 de março para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Na mesma data, equipes policiais já haviam atuado para coibir o uso irregular de drones nas proximidades da residência.
A prisão domiciliar foi concedida de forma humanitária, com duração inicial de 90 dias, devido ao estado de saúde do ex-presidente. Durante esse período, ele será monitorado por tornozeleira eletrônica e terá a segurança do imóvel reforçada por agentes da Polícia Militar. Após o prazo, a medida poderá ser reavaliada, inclusive com a realização de nova perícia médica.


