O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública pedindo R$ 3,6 milhões em indenizações contra o proprietário e dois arrendatários de uma fazenda localizada em Seringueiras, Rondônia.
Segundo a ação, os produtores são acusados de contaminar o povo indígena Puruborá com agrotóxicos e causar danos ambientais ao Rio Manoel Correia, principal fonte de água e alimento da comunidade.
De acordo com as investigações, teriam sido abertas valas irregulares de drenagem que despejaram resíduos químicos diretamente no rio. O MPF também aponta a destruição de vestígios arqueológicos do Sítio Puruborá durante atividades realizadas com máquinas agrícolas.
Relatórios de órgãos estaduais, entre eles a Idaron, indicaram que a área apresenta características inadequadas para o cultivo de soja devido à elevada umidade e à presença de diversas nascentes.
Análises realizadas durante a investigação identificaram a presença de herbicidas considerados altamente tóxicos no solo. O MPF também sustenta que as pulverizações teriam ocorrido em desacordo com a distância mínima exigida em relação às aldeias indígenas e áreas de preservação ambiental.


