A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou nesta quinta-feira (23), durante o lançamento do livro Pela mão do povo — Democracia e voto no Brasil, na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que a preservação da democracia depende da atuação da sociedade e não apenas das instituições públicas. A obra, escrita em parceria com a cientista política Heloisa Starling e organizada pela historiadora Nayara Henriques Pinto, aborda a evolução da democracia brasileira a partir da história das eleições, das leis e da participação popular.
“Está em nossas mãos a democracia, não está nos palácios, não está nos gabinetes. Nem se imagine que o único dia que nós, sociedade, somos soberanos como povo, seja o dia da eleição. Todos os dias nós podemos fazer alguma coisa. Mas é preciso que a gente tenha este ânimo para fazer esta união que nos reúne como um povo.”
Durante o evento, a ministra também afirmou que não vê motivos para dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas, destacando que o sistema é submetido a auditorias e nunca teve falhas comprovadas. Cármen Lúcia ainda defendeu a participação cidadã como instrumento de transformação social, citou a mobilização popular que resultou na Lei da Ficha Limpa e afirmou que a arte e a cultura são elementos essenciais para a democracia por representarem espaços de liberdade e de expressão.


