Nome sujo: Inadimplência cresce no Brasil e alcança 44,1% da população adulta em 2026
O número de brasileiros com o nome negativado chegou a 73,7 milhões em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O total representa 44,1% da população adulta do país e corresponde a uma alta de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025, confirmando o avanço da inadimplência em âmbito nacional.
De acordo com o estudo, cada consumidor inadimplente acumulava, em média, R$ 4.992,43 em dívidas, com pendências junto a aproximadamente 2,29 empresas credoras. Os dados apontam ainda que 29,9% dos negativados possuíam débitos de até R$ 500, enquanto 42,51% concentravam dívidas de até R$ 1 mil, evidenciando o impacto das pequenas e médias pendências no orçamento das famílias brasileiras.
Na análise por região, o Sul apresentou a maior alta anual no número de inadimplentes, com crescimento de 18,1%, seguido pelo Sudeste (18,0%), Norte (17,9%), Centro-Oeste (15,4%) e Nordeste (14,2%). O levantamento também indica que o aumento da inadimplência se concentrou, principalmente, entre consumidores com débitos em atraso entre quatro e cinco anos, o que sugere o agravamento do endividamento de longo prazo no país.