Rio Branco, AC, 2 de novembro de 2026 09:50

Novembro azul: Brasil e acende alerta para diagnóstico precoce

Com mais de 18 mil mortes registradas em 2025, doença preocupa especialistas e reforça a importância dos cuidados com a saúde masculina durante o Novembro Azul.

O câncer de próstata continua sendo um dos maiores desafios para a saúde masculina no Brasil. Dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), apontam que aproximadamente 18,5 mil homens morreram em decorrência da doença em 2025, o equivalente a cerca de 50 mortes por dia. O levantamento também revela um crescimento de aproximadamente 20% no número de óbitos em comparação com 2017, quando foram registradas 15,4 mil mortes.

A preocupação se torna ainda maior diante das estimativas para 2026. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar aproximadamente 77,9 mil novos casos da doença neste ano. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente entre os homens brasileiros, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Apesar da gravidade, quando identificado em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%, conforme a SBU.

Um dos principais perigos da doença está no seu desenvolvimento silencioso. Nos estágios iniciais, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, dificultando sua identificação. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como dificuldade para urinar, presença de sangue na urina ou no sêmen, diminuição da força do jato urinário e dores nos ossos. Por isso, especialistas alertam que esperar pelo aparecimento dos sintomas pode comprometer as possibilidades de tratamento.

Com a chegada do Novembro Azul, campanha dedicada à conscientização sobre a saúde masculina, a Sociedade Brasileira de Urologia reforça a importância do acompanhamento médico. A entidade recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para uma avaliação individualizada. Para aqueles com histórico familiar da doença, homens negros e pessoas com obesidade, a orientação é buscar essa avaliação a partir dos 45 anos. A investigação pode envolver exames como o PSA e o toque retal, conforme indicação médica.

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