O número de deputados federais em exercício que deixaram a disputa pela reeleição à Câmara para concorrer a uma vaga no Senado dobrou nas eleições de 2026. Ao todo, 42 parlamentares são candidatos ao Senado neste ano, contra 21 em 2022, segundo levantamento realizado pelo Metrópoles. O crescimento é de 100%.
O levantamento cruzou dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a composição da Câmara dos Deputados em 2022 e 2026.
O aumento ocorre em uma eleição com o dobro de vagas para o Senado em disputa. Em 2022, cada estado e o Distrito Federal elegeram um senador, com a renovação de um terço das cadeiras da Casa. Já em 2026, serão escolhidos dois senadores por unidade da Federação, totalizando 54 das 81 vagas do Senado.
Com isso, cada eleitor terá dois votos para senador no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Os registros de candidatura ainda estão sob análise da Justiça Eleitoral e o quadro pode sofrer alterações. O prazo para apresentação dos registros terminou em 15 de agosto.
Entre os partidos, o PL concentra o maior número de deputados federais que decidiram trocar a disputa pela Câmara por uma vaga no Senado. Dos 42 parlamentares identificados pelo levantamento, 14 são filiados à legenda, o equivalente a um terço do total.
A movimentação faz parte da estratégia do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de ampliar a presença do partido no Senado. Em julho, ele afirmou que a expectativa era eleger 28 senadores em 2026, além dos oito integrantes da legenda eleitos em 2022 que ainda têm quatro anos de mandato.
Entre os deputados do PL que disputam uma vaga no Senado estão Bia Kicis (DF), Carol de Toni (SC), Carlos Jordy (RJ), Gustavo Gayer (GO) e Filipe Barros (PR).
Também deixaram a disputa pela Câmara para concorrer ao Senado nomes de outros partidos, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB-MA).
Para chegar ao número de parlamentares que tentam migrar da Câmara para o Senado, o levantamento utilizou como base os registros de candidaturas apresentados ao TSE.


