Rio Branco, AC, 25 de agosto de 2026 17:16

Pastor vira réu após pedir oração por Câmara ter diretor homossexual

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa, no interior do estado, por uma suposta declaração homofóbica feita durante uma reunião com autoridades e lideranças religiosas.

O caso ocorreu em 17 de janeiro de 2025, no gabinete do prefeito. Segundo a Promotoria, Lima teria afirmado que o município precisaria de oração diante da possibilidade de um “homossexual assumido” passar a dirigir a Câmara Municipal.

Na ocasião, o pastor estaria se referindo a Lucas Camargo Donato, que havia sido recentemente empossado como diretor-geral da Câmara.

A denúncia foi aceita pela juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa. Na decisão, a magistrada afirmou que “a materialidade delitiva está devidamente comprovada nos autos” e que existem indícios de autoria, além de considerar que a denúncia descreve os fatos e suas circunstâncias.

Após a repercussão do episódio, foi instaurada uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o caso. Meses depois, Moises de Jesus Lima foi exonerado do cargo de secretário-adjunto de Governo. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do município em 13 de maio de 2025.

Pastor nega acusação

Procurado pelo Metrópoles, Moises de Jesus Lima negou ter feito a declaração atribuída a ele. Em nota, afirmou que desmentiu a acusação e que sempre manteve um bom relacionamento com Lucas Camargo Donato.

O pastor também declarou ser vítima de “perseguição religiosa e política”.

Com o recebimento da denúncia, o processo passa a tramitar na Justiça, que deverá analisar as provas e os argumentos apresentados pelas partes. A aceitação da denúncia não representa condenação do acusado.

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