Rio Branco, AC, 21 de setembro de 2026 11:31

Pesquisa mostra que maioria dos brasileiros rejeita política dentro das igrejas

A presença da política dentro de igrejas e outros espaços religiosos não é bem recebida pela maioria dos brasileiros. É o que aponta uma pesquisa do Instituto de Estudos da Religião (Iser), em parceria com a Quaest, divulgada no último domingo (20).

Segundo o levantamento, oito em cada dez entrevistados são contrários à discussão de política dentro de espaços religiosos. A resistência aumenta quando o assunto é a presença de candidatos nesses locais: nove em cada dez disseram não querer que lideranças religiosas permitam a participação de políticos com finalidade eleitoral. Os índices aparecem de forma semelhante entre católicos, evangélicos e seguidores de outras religiões.

Mesmo com a rejeição à política nos templos, a pesquisa identificou relatos de influência de líderes religiosos nas eleições de 2022. 11% dos entrevistados disseram ter recebido orientação para votar em Jair Bolsonaro (PL), enquanto 5% afirmaram ter sido orientados a votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os grupos evangélicos, os percentuais foram maiores. Entre protestantes, 20% relataram ter recebido orientação de voto em Bolsonaro. Entre pentecostais, o índice chegou a 23%.
Na Igreja Universal, o levantamento registrou 27% de relatos de recomendação de voto em Bolsonaro e 12% em Lula.

Os dados mostram, portanto, uma diferença entre duas situações: ao mesmo tempo em que a maioria dos entrevistados rejeita a presença explícita da política nos espaços religiosos, uma parcela relata ter recebido orientações políticas de suas lideranças, especialmente durante a eleição de 2022.

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