Rio Branco, AC, 22 de outubro de 2026 15:43

Petrobras pode elevar preço do diesel em até 50% após eleições, estima Goldman Sachs

Banco calcula que combustível vendido pela estatal está 21% abaixo da paridade internacional, mas considera mais provável a manutenção dos preços até o fim do ano

O preço do diesel vendido pela Petrobras pode subir cerca de 50% após o segundo turno das eleições presidenciais, caso terminem os subsídios que atualmente favorecem a importação do combustível. A avaliação é do Goldman Sachs, que calcula uma defasagem de 21% em relação às cotações internacionais. Pelas estimativas do banco, o preço praticado pela estatal equivale a R$ 5,43 por litro, enquanto a paridade de importação está próxima de R$ 6,89.

O reajuste estimado seria de aproximadamente R$ 1,50 por litro no valor cobrado pela Petrobras às distribuidoras. Segundo o relatório, o aumento poderia elevar em cerca de 20% o preço do diesel nas bombas, com reflexos sobre os custos do transporte de cargas e a inflação. O impacto total estimado sobre o IPCA seria de 0,21 a 0,24 ponto percentual, considerando os efeitos diretos e indiretos. Apesar desse risco, o Goldman não prevê aumento em seu cenário principal e considera mais provável que a estatal mantenha os preços estáveis até o fim do ano, diante das incertezas sobre a continuidade dos subsídios.

Uma eventual alta beneficiaria as margens de refino da Petrobras, mas poderia pressionar distribuidoras como Vibra e Ultrapar, além de elevar custos para empresas e consumidores. Em um cenário mais extremo, com o fim de todos os subsídios ao diesel, o Goldman estima que o preço nas bombas poderia chegar a R$ 9 ou R$ 10 por litro, ante cerca de R$ 7,34 considerado pelo banco. Essa projeção, porém, depende da retirada integral dos incentivos e não representa uma previsão de aumento confirmado pela Petrobras.

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