Rio Branco, AC, 20 de outubro de 2026 20:20

Petróleo acima de US$ 100 pressiona combustíveis, enquanto governo mantém subsídios no Brasil

ANP registrou alta no diesel e no etanol na primeira semana de outubro; medidas federais buscam reduzir o impacto dos preços internacionais sobre os consumidores

Os preços dos combustíveis no Brasil seguem sob pressão diante da alta do petróleo no mercado internacional, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Na terça-feira (20), o barril do petróleo Brent chegou a US$ 111,96 durante o pregão e encerrou o dia cotado a US$ 109,16. A oscilação reflete as tensões no Oriente Médio e os riscos para o transporte internacional de petróleo

Na pesquisa referente ao período de 4 a 10 de outubro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou preço médio nacional de R$ 6,54 por litro para a gasolina comum, queda de 0,15% em uma semana. O etanol hidratado custava R$ 4,14, com alta de 0,24%, enquanto o diesel S-10 chegou a R$ 7,36 por litro, aumento de 0,14%. O botijão de gás de cozinha de 13 quilos teve redução de 0,24%, com preço médio de R$ 114,61.

Para reduzir os efeitos da valorização do petróleo sobre o mercado interno, o governo federal adotou programas de subvenção aos combustíveis. Em outubro, a Petrobras informou já ter recebido R$ 16 bilhões referentes aos programas de apoio aos preços do diesel, da gasolina e do gás de cozinha. Entre as medidas está uma subvenção adicional ao diesel, aprovada em setembro, no valor de R$ 1 por litro, inicialmente válida por 30 dias, com possibilidade de prorrogação.

Apesar das medidas, a dependência brasileira de combustíveis refinados importados, especialmente do diesel, mantém o mercado exposto às oscilações internacionais. Quando o preço do produto no exterior sobe, o custo de abastecimento pode aumentar para importadores e distribuidores, criando pressão sobre os valores praticados no país.

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