Ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro é alvo de investigação sobre suposto esquema criminoso que utilizava postos de combustíveis para lavar dinheiro.
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (15), Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro. O político, que foi o segundo deputado estadual mais votado do estado, é investigado em uma operação contra uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis para lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, conforme dados de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A prisão ocorreu durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Ao todo, os agentes federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. Entre os presos também está Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil fluminense, que havia sido indicado ao cargo pelo próprio Canella.
Esta não é a primeira vez que o político é preso. Em julho deste ano, durante a sexta fase da mesma operação, Canella foi detido em flagrante após agentes da Polícia Federal encontrarem um fuzil de uso restrito em seu veículo. Posteriormente, uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão.
Na época, Canella era pré-candidato ao Senado Federal e contava com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL). A composição política também incluía Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, indicada como suplente na chapa.
A nova prisão mostra os desdobramentos da investigação, que busca identificar os responsáveis pela movimentação bilionária e esclarecer a atuação dos suspeitos na estrutura financeira da organização criminosa.


