Documento para 2027–2030 reúne propostas em segurança, saúde, produção, infraestrutura, educação, tecnologia e geração de emprego, com programas que ampliam para os 22 municípios políticas já experimentadas na capital
O plano de governo de Sebastião Bocalom para o Governo do Acre apresenta uma estratégia baseada na ampliação da produção, geração de empregos, modernização dos serviços públicos e redução das desigualdades entre a capital e o interior. Organizado em nove grandes eixos, o documento reúne propostas para segurança pública, saúde, comércio e serviços, indústria, agronegócio, infraestrutura, tecnologia, educação, esporte, cultura e turismo.
A ideia central é sintetizada pelo conceito “Produzir para Empregar”, defendido por Bocalom há décadas e apresentado no plano como ponto de partida para a construção de uma nova matriz econômica para o Acre. O documento identifica como desafios a dependência do setor de serviços, as dificuldades logísticas, as deficiências de saneamento e conectividade, a situação das rodovias, os gargalos na saúde e os efeitos do crime organizado em um estado com extensa faixa de fronteira. Ao mesmo tempo, aponta como oportunidades a agropecuária, a integração com Peru e Bolívia, a ZPE, a bioeconomia, a tecnologia e a localização estratégica do Acre na ligação com o Pacífico.
O plano também procura estabelecer uma conexão entre a experiência administrativa de Bocalom e uma eventual gestão estadual. O candidato acumula passagens pela Secretaria de Agricultura, três mandatos como prefeito de Acrelândia e dois mandatos à frente de Rio Branco, trajetória apresentada como base para uma proposta voltada a todo o território acreano.
Essa relação entre experiência e novas propostas aparece em diferentes áreas. Na segurança, por exemplo, a Prefeitura de Rio Branco implantou uma central de videomonitoramento com centenas de câmeras e recursos de identificação facial e veicular. No plano estadual, Bocalom propõe o Acre Mais Seguro, com ampliação do videomonitoramento para os municípios, integração das bases de dados, inteligência artificial, drones e reconhecimento inteligente.
Na educação, Rio Branco implantou robótica na rede municipal, entregou equipamentos tecnológicos para estudantes e professores e criou intercâmbio educacional com destino à NASA e à Disney. A experiência aparece ampliada no programa estadual, que prevê tecnologia, programação, robótica e inteligência artificial nas escolas e a seleção anual de pelo menos 50 estudantes para uma imersão internacional.
No campo, a recuperação de ramais, construção de pontes e apoio direto à produção foram prioridades recorrentes da administração municipal. A proposta para o Estado transforma essa experiência em uma política permanente de infraestrutura rural, assistência técnica e apoio à comercialização.
Ao deixar a Prefeitura, Bocalom apresentou um balanço com destaque para obras estruturantes, investimentos em agricultura, saúde, educação, habitação, infraestrutura urbana e modernização administrativa. A proposta estadual procura ampliar essa lógica de gestão para os 22 municípios.
O resumo completo você confere aqui: https://docs.google.com/document/d/10E-oKh6yD3pj2GMZ6GsywgUHb_29dbprSlDmjEtDlis/edit?usp=drivesdk


