Rio Branco, AC, 3 de novembro de 2026 14:13
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PMAC informa que caso de médica morta em Brasiléia envolveu uso do Botão do Pânico, mas 190 não foi acionado

A Polícia Militar do Acre (PMAC) explicou como funcionam os dois mecanismos de prevenção e proteção disponíveis para mulheres em situação de violência doméstica no estado: o aplicativo Mulher Segura e o Botão do Pânico. O esclarecimento foi divulgado após uma ocorrência registrada na última segunda-feira (2), no município de Brasiléia.

Segundo a corporação, embora os dois sistemas tenham o objetivo de proteger mulheres ameaçadas por agressores, eles funcionam de maneiras diferentes.

O aplicativo Mulher Segura permite que a vítima solicite ajuda diretamente pelo celular. Ao identificar a presença do agressor, a mulher deve acionar o pedido de socorro, que é encaminhado ao Centro Integrado de Operações Policiais (Copom). A solicitação recebe prioridade de atendimento, e uma equipe policial pode ser enviada ao endereço indicado pelo sistema de georreferenciamento.

Já o Botão do Pânico funciona de forma integrada à tornozeleira eletrônica utilizada pelo agressor. Nesse caso, o alerta é emitido automaticamente, sem necessidade de acionamento pela vítima.

O dispositivo estabelece um perímetro de segurança que determina a distância mínima que o agressor deve manter da mulher protegida. Quando esse limite é ultrapassado, o sistema envia automaticamente um alerta à Polícia Penal e ao celular da vítima.

Sobre a morte da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, em Brasiléia, a PMAC informou que o mecanismo de proteção envolvido foi o Botão do Pânico, já que o agressor utilizava tornozeleira eletrônica. A corporação também esclareceu que, nessa ocorrência, não houve acionamento da Polícia Militar por meio do telefone 190.

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