Rio Branco, AC, 23 de abril de 2026 12:53

Polícia Federal conclui que morte de Sicário não teve interferência externa

A Polícia Federal do Brasil concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado nas investigações como integrante de um núcleo ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O relatório indica que não houve interferência de terceiros no caso. O documento deve ser encaminhado ao ministro André Mendonça, relator das apurações relacionadas ao chamado caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal.

Mourão havia sido preso preventivamente durante a terceira fase da operação Compliance Zero, em março de 2026, e estava custodiado em uma unidade da Polícia Federal em Belo Horizonte. Segundo a corporação, ele tentou tirar a própria vida enquanto estava detido, vindo a óbito dois dias depois. Após o episódio, foi determinada a abertura de investigação específica para apurar possíveis pressões externas, incluindo análise de imagens do local e exames periciais para descartar a presença de substâncias que pudessem ter contribuído para a morte.

De acordo com as investigações, Mourão, de 43 anos, integrava um núcleo responsável por ações de intimidação contra adversários ligados ao caso Banco Master. Segundo a Polícia Federal, ele mantinha relação direta com Daniel Vorcaro, recebia valores elevados por atividades consideradas ilícitas e atuava na coleta de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e coordenação de um grupo voltado à vigilância e pressão sobre alvos específicos. Também há registros de comunicações que indicam pedidos para obtenção de dados pessoais e acompanhamento de terceiros, elementos que embasaram as medidas judiciais no curso da operação.

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