Rio Branco, AC, 3 de novembro de 2026 18:36

Polícia Federal inaugura laboratório para identificar origem do ouro e combater garimpo ilegal na Amazônia

Estrutura instalada em Brasília integra o Programa Ouro Alvo, que recebeu R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia para ações de segurança e fiscalização ambiental.

A Polícia Federal inaugurou nesta terça-feira, 3 de novembro, em Brasília, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. Instalado no Instituto Nacional de Criminalística, o espaço permitirá analisar características químicas de amostras de ouro e comparar os resultados com registros de jazidas brasileiras, ajudando a identificar a origem do minério apreendido em operações contra o garimpo ilegal.

A estrutura integra o Programa Ouro Alvo, apoiado pelo Fundo Amazônia com R$ 318,5 milhões em recursos administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas) e busca fortalecer o trabalho de inteligência, fiscalização e repressão aos crimes ambientais e às organizações criminosas que atuam na região. Os recursos também financiam equipamentos para análises de minerais e mercúrio, além de materiais e instalações para preparação e armazenamento de amostras.

O programa prevê atuação conjunta da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública e governos dos nove estados da Amazônia Legal. Segundo o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF, Humberto Freire de Barros, a tecnologia permitirá produzir provas científicas sobre a procedência do ouro. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a identificação da origem do mineral pode dificultar a atuação de organizações criminosas e fortalecer a fiscalização.

Além de identificar ouro extraído ilegalmente, o laboratório pretende contribuir com investigações sobre atividades de mineração irregular e crimes ambientais associados, como o desmatamento. O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Maluf, afirmou que o uso de ciência e tecnologia busca atingir também as estruturas econômicas que financiam o garimpo, com medidas de proteção aos territórios e às populações indígenas e ribeirinhas.

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