A Polícia Civil do Acre investiga a suspeita de que o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, ocorrido na madrugada desta terça-feira (3), em Brasiléia, tenha sido um feminicídio planejado pelo ex-namorado da vítima. A principal linha de investigação aponta para a possível contratação de um pistoleiro para executar o crime.
As informações foram divulgadas pelo delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso. Segundo ele, os primeiros levantamentos indicam que uma terceira pessoa pode ter participado diretamente da execução, enquanto o ex-companheiro da médica teria sido o responsável por encomendar o assassinato.
De acordo com o delegado, Elyne estava em um estabelecimento quando o sistema de monitoramento vinculado às medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha identificou uma possível aproximação do advogado. O aplicativo teria emitido um alerta à vítima, que acionou o botão do pânico para pedir ajuda.
“Quando o aplicativo emite o alerta, a vítima também é informada. Foi então que ela acionou o botão do pânico para alertar a patrulha, por meio de uma central. Só que, aparentemente, não houve tempo hábil”, explicou Alcino Júnior.
O delegado relatou ainda que a suspeita é de que o advogado tenha identificado a presença da médica no local, possivelmente ao passar em frente ao estabelecimento. Pouco depois, o atirador teria chegado e cometido o crime.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do assassinato, a possível participação do ex-namorado e a identidade de quem teria efetuado os disparos. A hipótese de feminicídio e de execução a mando de terceiros é, até o momento, a principal linha de investigação.


