Por trás das cortinas, Virgílio Viana, o Nepo Baby que acusa esquecendo das acusações contra o próprio pai
O Coach Nepo Baby, Vigílio Viana, que deve disputar uma vaga de deputado federal no Acre pelo PV, depois de fugir do PT, partido que sempre esteve ligado à trajetória política de seu pai, e de sua família, decidiu usar o ataque frontal da hipocrisia, esquecendo dos ensinamentos da faculdade de direito, para tentar engajar. Talvez, quem sabe, sonhando se eleger.
O que causa estranheza é a forma como Vigílio passou a atacar e acusar pessoas, como se tivesse esquecido convenientemente do próprio passado político da família. Ele age como se não soubesse, ou fingisse não saber, que seu pai também já foi alvo de denúncias, investigações e questionamentos públicos, como nos casos Odebrecht e G7. Episódios que marcaram uma gestão considerada por muitos como uma das piores da história do Acre, chegando ao ponto de atrasar bolsas de estágio de estudantes que dependiam desse dinheiro até para recarregar o cartão de ônibus.
Vigílio acusa como se fosse juiz, promotor e dono da sentença ao mesmo tempo. E isso vindo de alguém que é advogado. Ele sabe, ou deveria saber, que ninguém pode ser tratado como criminoso antes de uma condenação com trânsito em julgado. Quando ignora isso, não parece erro, parece má fé. É o uso de acusações rasas como estratégia para gerar engajamento político.
Além disso, Vigílio pouco conhece a realidade do Acre. Sempre viveu cercado de privilégios, andou com segurança, estudou em Brasília e teve acesso a uma educação de primeira linha. Uma realidade completamente diferente da vivida por estudantes acreanos, especialmente os que passaram dificuldades durante o governo de seu pai, sem apoio básico do Estado.
Enquanto muitos jovens daqui lutavam para continuar estudando, Vigílio nunca precisou se preocupar com transporte público, bolsa atrasada ou falta de oportunidade. Sempre esteve protegido por um sistema que não alcançou a maioria da população acreana.
E tem mais. Caso Vigílio não seja eleito deputado federal, nada muda em sua vida. Ele já mora em Brasília, já tem estrutura, conforto e portas abertas. Ele não sente na pele o peso das decisões políticas que afetam quem realmente vive aqui, porque ele nasceu aqui, mas não pertence a esta terra.
No fim das contas, o que se vê é alguém tentando posar de paladino da moral, atacando os outros e esquecendo de onde veio, do sobrenome que carrega e da realidade que nunca viveu. Uma tentativa clara de se viabilizar politicamente na base da acusação, mesmo sem conhecer de verdade o estado que diz querer representar. Hipocrisia, ou mau caratismo? O tempo irá revelar.