Uma articulação entre órgãos públicos e instituições que atuam com populações indígenas começou a ser organizada em Feijó para ampliar o atendimento ao povo Madija, no Acre. A iniciativa será acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF), que ficará responsável por fiscalizar o andamento das medidas e poderá intervir caso surjam entraves durante a execução. A proposta reúne diferentes setores para concentrar esforços em áreas consideradas urgentes, como saúde, assistência social e acesso a direitos básicos.
A criação da chamada Rede Intersetorial de Bem Viver Indígena busca responder a dificuldades enfrentadas pela comunidade, entre elas insegurança alimentar, barreiras no acesso a serviços públicos e problemas ligados ao uso de álcool e outras substâncias. O grupo pretende organizar fluxos de atendimento, estabelecer procedimentos comuns entre os órgãos envolvidos e desenvolver ações conjuntas voltadas à proteção e ao bem-estar do povo Madija, classificado como grupo indígena de recente contato e em condição de maior vulnerabilidade.
Farão parte dessa atuação representantes de instituições federais, estaduais, municipais e entidades ligadas à pauta indígena, como Funai, Sesai, Dsei Alto Rio Juruá, secretarias públicas, hospital local, universidade e organizações indígenas e indigenistas. A coordenação ficará sob responsabilidade da Sesai e da Funai, com encontros periódicos, ao menos uma vez por mês. A primeira reunião está prevista para 30 de abril, em Feijó, e o acordo firmado também determina que a comunidade Madija seja ouvida diretamente em seu território, para que participe da definição das ações que serão colocadas em prática.


