Prefeito de Xapuri pode virar alvo de investigação após relatos de agressões físicas e psicológicas contra a ex-primeira-dama
O prefeito Maxsuel Maia, do município de Xapuri, pode se tornar alvo de investigação criminal após declarações feitas pela ex-primeira-dama Ana Carla Oliveira. Em entrevista exclusiva ao Alerta Cidade, Ana Carla afirmou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com o gestor.
Segundo ela, a imagem pública de homem gentil e equilibrado não corresponde à realidade vivida dentro de casa.
O Alerta Cidade teve acesso exclusivo a uma conversa entre a ex-primeira-dama e o gestor de Xapuri, onde a mesma falava sobre as agressões, e ele confirmou se recordar do que teria feito.
“Não podia conversar nem com parentes, porque se fosse homem, eu já estava te traindo, uma ‘Vagabunda’. Lembra quando me bateu pela primeira vez? Me deu vários tapas na cara em cima daquela cama lá na casa de vidro? Lembra da segunda vez? Quando me deixou com a perna roxa porque saiu me xingando no carnaval e fechou a porta do carro na minha perna? Tacando garrafa de cerveja em mim? E do ano-novo, você lembra? Aquele dia eu quase morri estrangulada por você. Lembra de toda tortura psicológica que você fez? Das inúmeras vezes que me deixou naquele apartamento em RB e foi me trair, dormir fora.” Pontou.
Maxsuel responde: “Eu lembro de tudo isso.
Assim como lembro de que tem um bom tempo que não implico com suas roupas, que tento controlar o meu ciúme, que busco podar a relação com a *, que não tenho amantes, que não viro noites na gandaia… Você fala que tudo isso é um buraco profundo na sua vida. Se não tem perdão, se não consegue sair do buraco e vai nivelar a nossa relação nisso, não tem como seguir. Não vai dar certo nunca.” Conclui o prefeito.
Ana afirmou ainda que enfrentou um quadro de depressão ao longo da relação, chegando a perder peso de forma significativa. Imagens enviadas à redação mostram marcas de agressões pelo corpo, com hematomas e ferimentos que, segundo ela, seriam resultado de episódios de violência.

O caso pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias. Há outros pontos e relatos que ainda serão divulgados, o que pode ampliar a repercussão e provocar a abertura formal de investigação por parte das autoridades competentes.
Caso as denúncias avancem formalmente, o caso poderá ser enquadrado na Lei Maria da Penha, legislação que estabelece mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A norma prevê medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor, proibição de contato com a vítima e acompanhamento policial, além de permitir a responsabilização criminal nos casos em que houver comprovação de agressão física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.
Se condenado, o prefeito pode cumprir pena que varia de acordo com o tipo de crime reconhecido pela Justiça. Dependendo da gravidade dos fatos e da decisão judicial, também podem ser aplicadas medidas como perda de função pública, suspensão de direitos políticos e pagamento de indenização à vítima.
O Alerta Cidade acompanha de perto o caso, e logo mais irá trazer novos desdobramentos.