Rio Branco, AC, 31 de outubro de 2026 16:04

Produtores rurais do Acre têm até dezembro para cumprir vacinação obrigatória contra brucelose

Campanha do Idaf segue até 31 de dezembro e busca proteger os rebanhos, prevenir prejuízos à pecuária e reduzir os riscos de transmissão da doença aos seres humanos.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) alerta os produtores rurais sobre o prazo da segunda etapa da campanha de vacinação contra a brucelose, iniciada em 1º de outubro e com encerramento previsto para 31 de dezembro de 2026. A imunização é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses e faz parte das medidas de controle sanitário adotadas no estado.

A brucelose é uma doença infecciosa que afeta principalmente o sistema reprodutivo dos animais, podendo provocar abortos, infertilidade e prejuízos econômicos aos criadores. Além dos impactos na produção agropecuária, a enfermidade também representa um risco à saúde pública, já que pode ser transmitida aos seres humanos pelo consumo de leite não pasteurizado e derivados contaminados ou pelo contato com materiais de animais infectados.

Para realizar a vacinação, os pecuaristas devem procurar um médico-veterinário cadastrado no programa de controle da doença. Após a aplicação, os animais precisam receber identificação conforme as normas sanitárias. Em 2026, aqueles vacinados com a B19 devem ser marcados com o número 6, enquanto os imunizados com a RB51 recebem a letra V.

O Idaf também orienta os produtores a manterem atualizados os registros de vacinação e a situação sanitária das propriedades. O descumprimento das exigências pode resultar em penalidades e restrições na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para o transporte dos rebanhos. Conforme a legislação estadual, a comunicação da vacinação desta etapa pode ser realizada até 10 de janeiro de 2027.

Com o prazo se aproximando, o instituto reforça a importância de não deixar a imunização para os últimos dias. A medida é fundamental para prevenir a circulação da doença, proteger a saúde dos trabalhadores rurais e garantir maior segurança à produção pecuária acreana.

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