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Programa 1001 Dignidades acumula atrasos, denúncias e questionamentos sobre o uso de recursos públicos em Rio Branco

Lançado com grande expectativa pela Prefeitura de Rio Branco, o Programa 1001 Dignidades, anunciado oficialmente em 2023, tem enfrentado uma série de dificuldades desde sua criação e hoje é alvo de críticas, denúncias e questionamentos quanto à gestão dos recursos públicos envolvidos.

Apresentada pela a atual gestão do prefeito Sebastião Bocalom como uma iniciativa inovadora, a proposta previa a construção de 1.001 casas populares em um único dia, com foco em famílias em situação de vulnerabilidade social e moradores de áreas consideradas de risco.

Acontece que, quase três anos após o anúncio, o programa segue marcado por entraves. A entrega das moradias, inicialmente prevista para o Dia das Mães de 2024, não foi realizada, e o cronograma sofreu sucessivos atrasos. Além disso, surgiram denúncias relacionadas a possível desperdício de dinheiro público.

Entre os apontamentos estão pagamentos realizados pela Prefeitura, em dezembro de 2025, à empresa responsável pela construção dos chamados “graders”, placas utilizadas como espécie de fundação das casas, mesmo diante de atrasos na execução da obra.

Outras denúncias envolvem gastos com aluguel de galpões e maquinários, compra e armazenamento de madeira, além da necessidade de refazer serviços que já haviam sido executados, aumentando os custos do projeto. Diante do acúmulo de problemas, o programa passou a ser visto por críticos como um exemplo de falhas na condução de políticas públicas habitacionais.

Até o momento, a Prefeitura de Rio Branco não apresentou um novo prazo oficial para a conclusão e entrega das casas.