Uma suposta receita médica com a inusitada orientação viralizou nas redes sociais e chamou a atenção pela linguagem utilizada. O documento trazia o nome da Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, em Pernambuco, e chegou a ser atribuído inicialmente a uma profissional da unidade.
A história, porém, não era exatamente o que parecia. Uma sindicância realizada pela Secretaria de Saúde concluiu que o documento foi produzido por duas estagiárias de um curso técnico de enfermagem, durante uma “brincadeira”. A receita foi feita sem autorização da profissional cujo carimbo aparecia no papel.
Segundo a investigação, uma das estudantes publicou a imagem nas redes sociais, fazendo com que o conteúdo se espalhasse rapidamente. A repercussão levou a Secretaria Municipal de Saúde a abrir uma apuração para esclarecer a origem do documento e verificar o uso indevido do material oficial.
A secretaria informou que a receita não tinha validade técnica ou administrativa, já que apresentava apenas o carimbo da técnica de enfermagem, sem a assinatura da profissional. Com isso, ficou descartada a participação dela na elaboração do documento.
Ao final da sindicância, as duas estagiárias foram desligadas do campo de estágio. Já a técnica de enfermagem, que chegou a ser afastada cautelarmente durante a apuração, foi reintegrada às funções após ser considerada sem responsabilidade pelo episódio.
O caso ganhou grande repercussão justamente pela aparência de uma receita oficial, mas a investigação esclareceu que não se tratava de uma prescrição médica verdadeira.


