Terceiro colocado na disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), Renan Santos (Missão) afirmou que não irá apoiar nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A nova votação está marcada para 25 de outubro.
Em uma transmissão ao vivo após a consolidação do resultado, Renan afirmou que considera Flávio Bolsonaro já vencedor e disse que seus eleitores estão livres para decidir o voto. O candidato também fez críticas aos dois nomes que permanecem na disputa.
“O Flávio Bolsonaro já ganhou. E antes de alguém perguntar em quem eu vou apoiar no segundo turno. Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido. Mas não faz diferença alguma, façam o que vocês quiserem aí”, declarou.
Renan terminou o primeiro turno com 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos. O resultado o colocou na terceira posição da disputa presidencial.
Já Ronaldo Caiado (PSD), quarto colocado, obteve 2,60 milhões de votos, correspondentes a 2,18% dos votos válidos. Juntos, os dois candidatos somaram cerca de 5,2 milhões de votos, número superior à diferença registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou em segundo, com 45,16%. A diferença entre os dois foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos, segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caiado mantém cautela sobre apoio
Após a confirmação do segundo turno, Ronaldo Caiado afirmou que não venceu a eleição, mas avaliou que deixou a disputa “de pé”. O ex-governador de Goiás também declarou que pretende preservar sua coerência e que conversaria antes com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
“Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, afirmou Caiado a jornalistas.
Na noite de domingo, Kassab divulgou uma nota informando que o PSD não adotará uma orientação nacional única para o segundo turno. Segundo ele, os diretórios estaduais terão liberdade para definir seus posicionamentos de acordo com os cenários políticos locais.
“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno”, afirmou Kassab.
Com a decisão, cada diretório estadual, além de parlamentares, lideranças, filiados e militantes da legenda, poderá definir individualmente quem apoiará na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.
Se quiser, também posso fazer uma versão mais enxuta e com título mais chamativo para o Alerta Cidade, mantendo o contraponto entre a decisão de Renan e a posição do PSD.


