Rio Branco, AC, 27 de outubro de 2026 15:59

Germano Marino se manifesta após denúncia de transfobia em cobertura jornalística sobre caso Hadassa

Representante da Associação Diversidade do Acre denúncia o uso do nome de registro da vítima em notícias sobre o caso, cobra respeito à identidade de gênero e anuncia medidas judiciais contra os responsáveis.


O representante da Associação Diversidade do Acre, Germano Marino, se manifestou após a divulgação de notícias sobre o caso de Hadassa, mulher trans encontrada nua, segundo seu relato. Em vídeo, ele criticou veículos de comunicação que utilizaram o nome de registro da vítima, desrespeitando sua identidade de gênero, e afirmou que a entidade pretende adotar medidas judiciais contra práticas consideradas transfóbicas.

Durante o pronunciamento, Germano relembrou que, em 2025, foi realizada uma pactuação com o Ministério Público Federal (MPF) e veículos de comunicação para orientar profissionais sobre o uso correto do nome social e dos pronomes de pessoas trans no Acre. Segundo ele, apesar das reuniões e atividades de sensibilização, parte dos profissionais e empresas de comunicação não participou das orientações.

“Agora não vamos mais alisar. Agora vamos impetrar ação na Justiça e danos, porque é inadmissível que a gente faça um trabalho, sensibilize e principalmente veículos de comunicação onde jornalistas são LGBTQIA+ e deixa isso acontecer”, declarou Germano, demonstrando indignação com a situação.

Ao comentar especificamente o caso de Hadassa, o representante destacou que a vítima já havia passado por uma situação de extrema exposição e que a divulgação do nome de registro agravou o desrespeito à sua identidade. Germano ressaltou que as pessoas que acionaram os serviços de emergência e a polícia conheciam a vítima pelo nome Hadassa, questionando a necessidade de utilizar outra identificação na cobertura jornalística.

Por fim, Germano cobrou uma investigação rigorosa sobre o que aconteceu com Hadassa e reforçou que nenhuma pessoa deve sofrer discriminação em razão de sua identidade de gênero. “Nenhuma pessoa, seja trans, mulher trans, travesti, homem trans, deve sofrer transfobia e principalmente uma crueldade dessa”, afirmou. A manifestação reacende o debate sobre a responsabilidade da imprensa no respeito ao nome social, à dignidade e aos direitos da população trans.

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