A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não deve participar das manifestações de 7 de Setembro ao lado do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, em São Paulo. A ausência está relacionada às restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora não esteja proibida de viajar, Michelle afirma que as regras determinadas por Moraes dificultam seu deslocamento porque ela não consegue indicar uma pessoa para substituí-la nos cuidados com a saúde do ex-presidente durante sua ausência.
As restrições às visitas foram estabelecidas sob a justificativa de preservar um ambiente controlado durante a recuperação de Bolsonaro, especialmente para reduzir riscos de sepse e infecções.
A defesa do ex-presidente já recorreu ao STF para tentar garantir que parentes possam auxiliar Michelle nos cuidados com Bolsonaro quando ela precisar se ausentar. Até o momento, porém, não houve resposta de Moraes ao pedido.
Anteriormente, o ministro negou uma solicitação para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de Michelle, pudesse permanecer na residência para auxiliar nos cuidados com o ex-presidente. Segundo a justificativa apresentada, ele não possui formação na área da saúde.
Michelle Bolsonaro também é candidata ao Senado nas eleições de 2026. A eventual ausência nos atos de 7 de Setembro ocorre em meio à campanha eleitoral e às restrições judiciais que envolvem a rotina do ex-presidente.


