Os povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas apontam caminhos para a mitigação dos efeitos da crise climática e para a preservação da biodiversidade a partir das culturas tradicionais e participação social.
O tema foi discutido no painel “Saberes tradicionais e soluções climáticas”, na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada pelo Ministério da Cultura (MinC), no município de Aracruz (ES).
Especialistas e representantes dessas populações ressaltaram ainda a necessidade de investimentos para a manutenção e a disseminação dessas práticas culturais, muitas delas já reconhecidas como tecnologias sociais e ambientais.
Representante da comunidade tradicional de Fundo de Pasto Várzea Grande, na cidade de Oliveira dos Brejinhos (BA), Edvando Vieira afirma que os saberes das comunidades já oferecem respostas para as demandas dos territórios.
“O que a gente precisa é garantir que esses conhecimentos sejam reconhecidos e que os recursos cheguem na ponta, fortalecendo quem já cuida do meio ambiente”, acrescentou.
Esses saberes abarcam práticas de cuidado, manejo sustentável dos recursos naturais e estratégias de resiliência, indicando possíveis soluções contra os efeitos da emergência climática, por exemplo.
“O MinC vem consolidando a política cultural ao ampliar esse conceito e incorporar conhecimentos ancestrais que, historicamente, promovem a sustentabilidade como dimensão essencial nas estratégias de ação climática”, afirmou Carla Craice, coordenadora de Temas Transversais da pasta.
Agência Brasil


