Levar serviços de saúde para mais perto de quem precisa e reduzir a necessidade de deslocamentos até Rio Branco é uma das propostas de Sebastião Bocalom (Federação PSDB/Cidadania) para a saúde do Acre. O Plano de Governo prevê a regionalização da assistência especializada, com a expansão de serviços atualmente concentrados na capital para municípios do interior.
Entre as medidas previstas está a implantação de serviços de hemodiálise em Sena Madureira e Tarauacá, além de um centro de hemodinâmica em Brasiléia. O plano também prevê a implantação de leitos de UTI adulto no Alto Acre e de UTI pediátrica em Cruzeiro do Sul, ampliando a capacidade de atendimento de média e alta complexidade em outras regionais.
A proposta parte de um princípio definido no próprio plano: “levar o cuidado até onde as pessoas estão”. Na prática, a intenção é fazer com que pacientes que precisam de tratamentos especializados possam ter acesso aos serviços em suas próprias regiões, reduzindo viagens, custos e o desgaste enfrentado por famílias que precisam se deslocar até a capital.
Para Bocalom, a descentralização da saúde é uma forma de garantir mais dignidade aos pacientes e, ao mesmo tempo, melhorar a organização da rede estadual.
“Não podemos continuar fazendo com que uma pessoa que mora no interior tenha que vir para Rio Branco toda vez que precisar de um atendimento mais especializado. Nós precisamos levar a saúde para perto das pessoas. Se o cidadão está em Tarauacá, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul ou no Alto Acre, é lá que nós precisamos ter estrutura para atender”, afirma.
Outra frente prevista no plano é a implantação de um hospital de pequeno porte em cada município do Acre, incluindo aqueles de difícil acesso. A proposta, que prevê a melhoria dos hospitais já existentes e a criação de novos, para atender a 100% dos municípios, busca ampliar ainda mais a regionalização da saúde, descentralizando os serviços e garantindo que moradores do interior tenham uma estrutura de atendimento mais próxima de casa.
Experiência em Rio Branco
A proposta apresentada para o Estado tem como referência ações realizadas por Bocalom durante sua gestão à frente da Prefeitura de Rio Branco. Na capital, sob gestão do então prefeito, a administração municipal adotou medidas para ampliar e descentralizar o atendimento da rede de saúde, incluindo reformas, criação de novas unidades e ampliação da oferta de serviços especializados.
Ao longo da gestão, mais de 40 unidades básicas de saúde (UBS) foram reformadas, com intervenções voltadas à melhoria da estrutura dos locais de atendimento. A Prefeitura também criou novas unidades, como as localizadas na Vila Betel e na Cabreúva, ampliando a cobertura da atenção básica em diferentes regiões da cidade.
Outra frente foi o aumento da assistência especializada oferecida pelo município. Serviços que anteriormente eram realizados pelo Estado passaram a ser disponibilizados pela rede municipal, incluindo procedimentos como pequenas cirurgias, implante de DIU e vasectomia.
A lógica utilizada foi aproximar o serviço do cidadão, evitando que toda demanda precisasse ser concentrada em estruturas de maior porte.
“Quando nós assumimos a Prefeitura, nós entendemos que não dava para ficar esperando o paciente chegar ao hospital. Nós fomos atrás, reformamos mais de 40 unidades, criamos novas e trouxemos serviços especializados para o município. Agora, nós queremos fazer essa mesma coisa no estado, levando os serviços para o interior”, frisa Bocalom.
Entre as iniciativas implantadas na capital também está o ambulatório materno infantil da Policlínica Barral y Barral, criado para ampliar o atendimento especializado a gestantes e recém-nascidos. A iniciativa é apresentada como exemplo da estratégia de criar estruturas específicas para atender demandas que antes poderiam resultar em espera prolongada.
“Se nós conseguimos melhorar a saúde de Rio Branco levando atendimento para mais perto das pessoas, nós podemos fazer isso também no interior. Nós queremos um estado onde o cidadão não precise sair da sua cidade para tudo. Vamos fortalecer a saúde em cada regional e dar mais condições para que as famílias sejam atendidas perto de onde moram”, completa.


