O senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou, neste domingo (25), que pretende protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorreu após o magistrado determinar a prorrogação por duas horas da votação do segundo turno das eleições de 2026, medida que provocou críticas de parlamentares da oposição.
Em publicação nas redes sociais, Van Hattem questionou a competência do ministro para tomar a decisão e levantou suspeitas sobre sua imparcialidade. “Protocolarei impeachment de Zanin por atuação desidiosa! Decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado”, escreveu o parlamentar.
O senador eleito também mencionou a relação profissional anterior entre Zanin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Além disso, com claro indício de suspeição pois Zanin foi advogado pessoal do Lula antes de ser ministro. E quem pediu a prorrogação foi a coligação do próprio Lula!”, acrescentou. As afirmações representam a avaliação do parlamentar e não constituem, por si só, comprovação de irregularidade.
A decisão de prorrogar a votação ocorreu após pedidos motivados por dificuldades enfrentadas pelos eleitores. A campanha de Lula denunciou a redução da circulação de ônibus em diferentes cidades, enquanto a de Flávio Bolsonaro (PL) relatou problemas provocados pelas fortes chuvas em municípios do Sul e Sudeste. Posteriormente, Zanin esclareceu que a ampliação seria aplicada apenas às seções que ainda estavam abertas.
O anúncio de Van Hattem não significa que um processo de impeachment tenha sido aberto. Cabe ao Senado Federal analisar eventuais denúncias contra ministros do STF e decidir sobre a abertura do procedimento. Até o momento, não há confirmação de que o pedido tenha sido oficialmente protocolado ou admitido para tramitação.


