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Sogro é absolvido após espancar genro que batia no rosto de sua filha, sob a alegação que era para ela aprender a respeitar homem

O Tribunal do Júri de Irecê, no interior da Bahia, absolveu por unanimidade um lavrador de 62 anos que respondia por tentativa de homicídio contra o próprio genro. O julgamento ocorreu em fevereiro de 2026, e a decisão foi divulgada no dia 13 do mesmo mês por veículos de comunicação da região.

O caso aconteceu cerca de dez anos antes do julgamento. À época, o pai passou a desconfiar das mudanças no comportamento da filha e, após apurar a situação, descobriu que ela vinha sendo vítima de agressões dentro de casa. Diante da confirmação das violências sofridas pela jovem, o lavrador decidiu confrontar o genro.

Durante o episódio, o sogro amarrou o homem e desferiu aproximadamente 80 golpes com um chicote. O caso foi denunciado às autoridades e acabou sendo enquadrado como tentativa de homicídio, o que levou o réu a ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Em plenário, a defesa sustentou que o acusado agiu movido pelo instinto de proteção à filha, vítima de violência doméstica, e que não houve intenção de matar. Após a análise das provas e dos depoimentos apresentados durante o julgamento, os jurados entenderam que a conduta não caracterizou tentativa de homicídio e decidiram pela absolvição unânime do lavrador.

A decisão repercutiu fortemente nas redes sociais, onde milhares de internautas comentaram o caso. A frase “quem tem pai tem pai” passou a ser amplamente compartilhada, refletindo o apoio popular ao homem absolvido e reacendendo o debate sobre violência doméstica, limites da reação e o papel da família na proteção das vítimas.