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Suspeita de envolvimento em esquema no INSS, investigada diz que marido atuava como consultor

A empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos protagonizou uma cena de tensão durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na noite da última terça-feira (23). Apontada como suposta beneficiária de mais de R$ 156 milhões desviados de aposentados e pensionistas por meio de descontos irregulares em benefícios previdenciários, ela negou envolvimento no esquema.

Ligada à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Ingrid é investigada por suspeita de participação em um dos maiores esquemas de fraudes já apurados no âmbito do INSS. De acordo com as investigações, empresas registradas em seu nome teriam recebido recursos ilícitos oriundos das cobranças indevidas aplicadas a beneficiários.

Durante a oitiva, Ingrid afirmou desconhecer as irregularidades e atribuiu a responsabilidade ao marido, Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador financeiro da entidade. A versão foi duramente criticada pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que classificou a justificativa como “descarada” e ironizou a situação ao afirmar que ela seria “uma mulher de R$ 156 milhões roubados de velhinhos”.

Em meio a questionamentos sobre o enriquecimento repentino do casal e a possível condição de “laranja”, a empresária começou a chorar, alegou mal-estar e precisou de atendimento médico. Segundo informações da equipe do Senado, ela sofreu uma crise de ansiedade e recebeu medicação. A sessão foi suspensa e, posteriormente, encerrada sem a conclusão do depoimento, já que Ingrid não retornou à oitiva.

O episódio teve ampla repercussão nas redes sociais e nos bastidores políticos, reforçando a pressão sobre os investigados. Mesmo amparada por habeas corpus para permanecer em silêncio, a empresária optou por responder às perguntas, mas deixou a sessão antes do encerramento formal.