Rio Branco, AC, 2 de maio de 2026 14:12

TCU arquiva representação sobre uso de jatinho por Nikolas Ferreira durante campanha eleitoral

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar a representação que pedia investigação sobre a origem dos recursos que custearam viagens aéreas do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em um jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O caso chegou ao TCU após o Ministério Público de Contas apresentar ação questionando a origem dos recursos dos deslocamentos de Nikolas no jatinho durante a campanha eleitoral de 2022.

Apesar disso, o processo foi encerrado por decisão do ministro Antonio Anastasia, relator do caso. Ele entendeu que a análise do tema cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não ao tribunal de contas.

Com isso, o TCU optou por não analisar o mérito da representação e arquivou o processo. Em acórdão, o tribunal avaliou que os fatos narrados se enquadram como financiamento de campanha eleitoral e, portanto, não são de sua competência.

“Considerando que os fatos narrados na representação se relacionam ao financiamento de campanha eleitoral e à forma de custeio de despesas realizadas nesse contexto, cuja apuração técnico-contábil e julgamento da regularidade das contas constituem atribuição própria da Justiça Eleitoral”, cita o documento.

A representação foi protocolada após reportagem revelada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, segundo a qual o parlamentar teria utilizado o jatinho de Vorcaro para realizar campanha em nove estados e no Distrito Federal.

À coluna, Nikolas afirmou que o arquivamento confirma sua versão dos fatos. “É mais uma narrativa que caiu por terra”. “Vão ter que inventar mais uma para me derrubar. Fico em paz demais. Não tenho nada. Tenho nada de errado”, declarou.

O jatinho está registrado em nome do grupo Prime You, empresa que também possui outras aeronaves e bens ligados ao banqueiro, incluindo uma mansão em Brasília.

Em outubro de 2022, período das viagens, Vorcaro ainda era sócio da empresa com Maurício Quadrado. A sociedade foi desfeita em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação do Banco Master.

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