Rio Branco, AC, 2 de abril de 2026 16:19

Tiago Mourão rebate governo e nega perseguição em impasse sobre Parque de Exposições no Acre

O ex-superintendente do Patrimônio da União no Acre, Tiago Mourão, divulgou nesta quarta-feira, 2, uma nota pública rebatendo declarações sobre a suposta negativa do Governo Federal em relação ao uso do Parque de Exposições para a realização da Expoacre.

No posicionamento, Mourão afirma que é falsa a narrativa de que houve impedimento político ou qualquer tipo de perseguição institucional. Segundo ele, ao longo dos anos, a Expoacre sempre foi realizada no local com a devida cessão da área por parte da União, dentro dos instrumentos legais adotados em cada período.

O ex-superintendente também contesta a justificativa apresentada pelo governo estadual para a compra do espaço, considerada por ele incompatível com os fatos. De acordo com Mourão, não houve qualquer bloqueio que impedisse o uso da área, o que enfraquece a versão de que a aquisição seria necessária por falta de autorização federal.

Outro ponto abordado na nota diz respeito à atuação da Superintendência do Patrimônio da União no Acre. Mourão rebate críticas de que o Estado teria sido preterido na destinação de imóveis federais e destaca que, durante sua gestão, foram formalizadas cessões e doações que beneficiaram diretamente o Acre.

Ele cita dados do Ministério da Gestão, que apontam a destinação de 42 imóveis em 11 municípios, voltados a políticas públicas nas áreas de educação, segurança alimentar, qualificação profissional, agricultura familiar e regularização fundiária.

Entre os exemplos mencionados estão a implantação da Cozinha Comunitária Mãos Amigas, a criação de uma escola de tempo integral em Rio Branco, áreas destinadas a laboratórios do IEPTEC e, em Xapuri, imóveis voltados à regularização do aeródromo, à estrutura do Corpo de Bombeiros e à titulação de 250 famílias.

Sobre o caso específico do Parque de Exposições, Mourão sustenta que a decisão da União foi baseada em critérios técnicos, e não políticos. Ele explica que a doação não era considerada o instrumento mais adequado para uma área de uso múltiplo, enquanto a cessão exigia comprovação de uso público contínuo ao longo do ano, requisito que, segundo ele, não foi devidamente comprovado.

Ao final, o ex-superintendente lamenta o que classificou como tentativa do governo estadual de justificar uma compra milionária com uma narrativa que, segundo ele, não condiz com a realidade. Mourão reforça que houve diálogo institucional, além de diversas entregas e parcerias concretas entre a União e o Estado ao longo dos anos.

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