Rio Branco, AC, 17 de julho de 2026 10:17

Trump divulga documentos da CIA e afirma que Venezuela desenvolveu plano para manipular eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) apontam que o governo de Nicolás Maduro desenvolveu um plano para favorecer o chavismo em eleições na Venezuela. Segundo Trump, a inteligência norte-americana identificou um esquema para manipular resultados eleitorais, e a Casa Branca divulgou os registros por determinação do presidente.

Os documentos, datados de 29 de junho de 2026, indicam que autoridades venezuelanas teriam desenvolvido, desde 2012, capacidade técnica para alterar até 1,5 milhão de votos por meio de máquinas eletrônicas previamente programadas. A análise cita a atuação da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), descrevendo um sistema que utilizaria máquinas virtuais para substituir resultados legítimos por dados manipulados sem alterar a aparência do processo.

A investigação faz referência à eleição presidencial de 2012, vencida por Hugo Chávez sobre Henrique Capriles. De acordo com os documentos, havia relatos de que o governo estudava mecanismos para interferir no resultado do pleito. No entanto, a própria CIA ressalta que não encontrou evidências conclusivas de fraude eletrônica em larga escala naquela eleição. A avaliação cita pesquisas de intenção de voto favoráveis a Chávez, o aumento dos gastos públicos antes da votação, o reconhecimento da derrota pela oposição e análises estatísticas que não identificaram padrões compatíveis com manipulação sistemática.

Os documentos também rejeitam alegações feitas por aliados de Trump após a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2020 envolvendo a empresa Smartmatic. Segundo a CIA, nem a companhia nem o governo venezuelano possuíam capacidade para interferir de forma previsível no resultado das eleições norte-americanas, uma vez que o suposto método dependeria do controle integral das etapas do sistema eleitoral, condição que, segundo a agência, não existia fora da Venezuela.

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