Tribunal afirma que representantes do partido acompanharam a totalização dos votos e que possui registros e filmagens comprovando a presença dos fiscais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu, nesta segunda-feira (26), a acusação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais de seu partido teriam sido retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em comunicado oficial, a Justiça Eleitoral classificou a declaração como falsa e garantiu que os representantes da legenda tiveram acesso aos espaços destinados à fiscalização.
Segundo o TSE, dois fiscais do Partido Liberal acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do tribunal, além da totalização e divulgação dos resultados na Sala de Totalização. Os representantes também estiveram na Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar do prédio.
A Corte esclareceu que a sala-cofre não é aberta à visitação, mas destacou que outras áreas podem ser acessadas por fiscais partidários, advogados, observadores internacionais e integrantes do Ministério Público. O tribunal afirmou ainda possuir registros de presença e filmagens que comprovam o acesso dos representantes do PL aos locais de fiscalização.
A manifestação ocorre após Flávio Bolsonaro declarar, durante coletiva de imprensa no domingo (25), que não reconhece o resultado das eleições e que pretende solicitar a anulação do pleito. O senador também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação por duas horas, medida solicitada tanto pela campanha de Lula quanto pela de Flávio Bolsonaro.
O esclarecimento do TSE acontece após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos. A Justiça Eleitoral reafirma a regularidade do acompanhamento da apuração e rejeita a alegação de que fiscais do PL tenham sido impedidos de fiscalizar os resultados.


