Uma declaração de um influenciador que circulou nas redes sociais em 2024 afirmava que hackers teriam invadido a urna eletrônica brasileira durante um evento realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 2017. A informação, no entanto, é enganosa, segundo esclarecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o tribunal, a publicação mistura acontecimentos distintos e os apresenta de maneira a sugerir que uma urna eletrônica brasileira teria sido alvo de um ataque. Durante o evento, nenhuma urna eletrônica utilizada no Brasil foi submetida a testes ou tentativas de invasão.
Embora técnicos do TSE tenham participado da programação realizada em Las Vegas, a atuação deles foi apenas de acompanhamento. Os profissionais estiveram no local para observar o trabalho de especialistas que buscavam identificar vulnerabilidades em urnas utilizadas no sistema de votação dos Estados Unidos.
O TSE também destaca que os sistemas eleitorais dos dois países são diferentes. No Brasil, a urna eletrônica funciona de forma isolada e não possui conexão com a internet ou com outras redes, como Wi-Fi ou Bluetooth.
Desde a criação da urna eletrônica, em 1996, nenhuma fraude foi comprovada no equipamento, conforme informações do TSE. O tribunal mantém iniciativas de esclarecimento sobre conteúdos falsos ou enganosos relacionados ao sistema eletrônico de votação que circulam nas redes sociais.


