O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça-feira (29), a partir das 14h30, o dissídio coletivo sobre a greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal. O banco levou o caso à Justiça e pediu que a paralisação seja considerada abusiva.
A greve começou em 10 de setembro. O principal impasse está nas mudanças propostas para o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados. Os trabalhadores afirmam que o aumento dos custos do convênio pode consumir o ganho real de 0,6% previsto no reajuste salarial da categoria.
Em decisão provisória, o ministro Maurício Godinho Delgado determinou que ao menos 60% dos empregados permaneçam em atividade por agência, presencialmente ou de forma remota. A medida busca preservar o atendimento à população durante a greve. A entidade sindical que descumprir a ordem está sujeita a multa diária de R$ 100 mil. Na segunda-feira (28), houve funcionamento parcial de agências.
Em nota, a Caixa afirmou que busca uma solução institucional para o impasse e que cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho. O julgamento desta tarde poderá definir os próximos passos da paralisação e das negociações entre o banco e os empregados.


