Rio Branco, AC, 25 de setembro de 2026 10:11

Vacina brasileira contra a nicotina busca combater dependência ainda na corrente sanguínea antes que substância chegue ao cérebro



O Laboratório Cristália trabalha no desenvolvimento de uma vacina experimental antinicotina, criada para estimular o organismo a produzir anticorpos capazes de reconhecer a substância ainda na corrente sanguínea.

A proposta funciona de maneira diferente dos tratamentos tradicionais. Após a vacinação, os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico poderiam se ligar às moléculas de nicotina presentes no sangue, formando estruturas maiores e dificultando a passagem da substância para o cérebro.

Isso pode ser importante porque a nicotina age rapidamente no sistema nervoso e está relacionada à liberação de dopamina, neurotransmissor envolvido no sistema de recompensa. Ao reduzir a quantidade que alcança o cérebro, os pesquisadores esperam diminuir os efeitos que contribuem para a manutenção da dependência.

Apesar do potencial, a vacina ainda está em fase inicial de pesquisa e não está disponível para a população. O desenvolvimento precisa passar por diferentes etapas de estudos pré-clínicos e, posteriormente, clínicos para que sua segurança e eficácia em seres humanos sejam comprovadas.

Ainda sem previsão de chegada ao mercado, a iniciativa brasileira representa uma possibilidade para o futuro do tratamento da dependência de nicotina e mostra como a ciência nacional busca novas alternativas para enfrentar um dos principais fatores evitáveis de adoecimento e morte no mundo.

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