Rio Branco, AC, 3 de abril de 2025 23:53
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Vereador Moacir Júnior propõe ações estratégicas para enfrentar crises climáticas em Rio Branco

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Rio Branco vem enfrentando desafios climáticos extremos, alternando entre secas severas, com recordes de queimadas, e enchentes históricas que deixam milhares de pessoas desabrigadas. Diante dessa realidade, o vereador Moacir Júnior (Solidariedade), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, defende a criação de uma agenda estruturante para preparar a cidade para as mudanças climáticas, indo além das respostas emergenciais.

A Amazônia está entre as regiões mais vulneráveis do mundo às mudanças climáticas. No Acre, o desmatamento segue acelerado, impactando diretamente o ciclo das chuvas e aumentando a intensidade dos eventos climáticos extremos. Somente em 2023, a cheia do Rio Acre causou prejuízos superiores a R$ 300 milhões, enquanto os incêndios florestais bateram recorde de focos em um período de três meses.

“Não podemos mais tratar essa questão apenas em momentos de crise. Precisamos de uma política contínua e eficaz para reduzir nossos riscos e preparar Rio Branco para o futuro”, alerta Moacir Júnior.

Propostas para enfrentar as mudanças climáticas

O vereador propõe um conjunto de medidas estruturantes para tornar Rio Branco mais resiliente às mudanças climáticas:

Plano Municipal de Adaptação Climática

Implementação de estratégias de longo prazo, como moradias seguras em áreas de risco e ampliação da arborização urbana.

Proteção de nascentes e reflorestamento

Incentivo ao plantio de árvores nativas e recuperação de áreas degradadas.

Infraestrutura verde e drenagem urbana

Construção de piscinões subterrâneos e ampliação da rede de drenagem para evitar enchentes.

Monitoramento climático e alerta precoce

Uso de sensores e sistemas integrados para prever e minimizar impactos ambientais.

Educação ambiental

Inclusão da pauta climática no currículo escolar e campanhas de conscientização.

Incentivo à economia sustentável

Apoio a cadeias produtivas que geram renda sem desmatar.

Fundo municipal para emergências climáticas

Criação de um fundo específico para resposta a desastres naturais.

Países como Holanda, Costa Rica e Estados americanos como a Califórnia já adotaram políticas ambientais inovadoras que reduziram impactos climáticos. No Brasil, estados como o Pará vêm investindo em monitoramento ambiental e incentivos à bioeconomia.

Moacir Júnior pretende levar a discussão à Câmara Municipal e buscar parcerias com ONGs, universidades e órgãos governamentais para viabilizar as propostas. “Se não enfrentarmos essa crise climática com seriedade, estaremos condenando as futuras gerações a viver em uma cidade inviável”, afirma.

Com essa iniciativa, o vereador espera transformar Rio Branco em um modelo de resiliência climática na Amazônia, garantindo mais segurança e qualidade de vida para a população.