Rio Branco, AC, 6 de agosto de 2026 12:10

Vice de Flávio Bolsonaro é alvo de pedido de investigação da PF no STF e nega acusações

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a eleição presidencial de 2026, é alvo de um pedido de abertura de inquérito apresentado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar nega as acusações.

O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Antes de decidir sobre a abertura do inquérito, o magistrado solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou a realização de diligências preliminares para reunir mais elementos antes de emitir parecer sobre a abertura da investigação. A decisão final caberá ao STF após a conclusão dessa etapa.

A representação foi apresentada pela senadora Soraya Thronicke e pelo deputado federal Lindbergh Farias. Os parlamentares pedem que sejam investigadas alegações de que Alfredo Gaspar teria mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos há cerca de oito anos. Segundo a representação, a jovem teria engravidado e dado à luz uma criança. O documento também cita a alegação de que teria havido pagamento de R$ 400 mil para impedir que o caso fosse denunciado.

Até o momento, essas alegações são objeto de apuração preliminar e não houve decisão judicial que confirme os fatos narrados na representação.

Em resposta, Alfredo Gaspar apresentou uma queixa-crime por calúnia contra Soraya Thronicke e Lindbergh Farias. O processo também tramita no STF e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Escolha para a chapa presidencial

Flávio Bolsonaro buscava inicialmente uma mulher para compor sua chapa presidencial. Entre os nomes cogitados estavam a senadora Tereza Cristina e a economista Daniela Marques. Sem acordo com outras legendas, o senador optou por escolher um integrante do próprio PL.

Deputado federal por Alagoas, Alfredo Gaspar ganhou destaque nacional ao atuar como relator da CPMI do INSS. Sua indicação ocorre enquanto o pedido de investigação segue em análise no Supremo Tribunal Federal, sem decisão definitiva sobre a abertura de inquérito.

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